Post convidado: Perdi o emprego porque não sabia voar!

Autor: Alexandre Luiz Gomes

 

É isto mesmo! O título é ao mesmo tempo engraçado e trágico.

 

Já aconteceu com você de chegar ao final de um processo seletivo de um emprego ou vaga interna na empresa em que trabalha e não ser escolhido por um detalhe ínfimo perto de tudo o que poderia oferecer?

 

Imagine a situação: depois de você passar por 6 fases de testes (análise de curriculum, prova escrita, dinâmica de grupo, entrevista com RH, exame psicotécnico, exame médico) o entrevistador da área que está contratando lhe diz:

 

“- Muito bem candidato(a), você fala 3 idiomas fluentemente, tem experiência internacional, já gerenciou pessoas, trabalha bem em equipe, é um bom líder, gosta de desafio, tem experiência de 5 anos na função, sabe trabalhar sobre pressão, se comunica bem e é bem humorado(a). Se você disser SIM para a pergunta que irei te fazer, a vaga/o emprego é seu!”

 

“- Que bom entrevistador(a)! Pode perguntar.”

 

“- Você sabe voar?”

 

O quê parece é que as empresas buscam a pessoa perfeita, sem defeitos, a pessoa que não existe.

 

Imagine se a empresa pudesse contratar o Super Homem, que sabe voar. Será que ele teria todas as habilidades e competências para o cargo? Risos…… O mais engraçado é que até o Super Homem não daria conta desta vaga/emprego.

 

Acho que hoje muitas vezes a empresa perde uma ótima oportunidade de escolher uma pessoa com um pouco menos de experiência, mas com um grande potencial, para ficar com outra supostamente perfeita para o cargo.

 

Quantas vezes já vi está “pessoa perfeita” entrar na empresa e ser arrogante com colegas, utilizar da técnica do “salto alto”, piorar o clima organizacional a ponto de ninguém mais suportá-la.

 

Por outro lado já vi gente com menos experiência, mas com grande potencial, que aprenderam a função em pouco tempo e deram SHOW! A empresa pôde pagar salário menor para esta pessoa (por ter menos experiência do que a “perfeita”) e teve retorno maior do que o esperado em termos de produtividade e retorno.

 

Então amigos(as) do RH, vamos tentar sensibilizar os profissionais que estão contratando, sobre esta questão? Convençam eles que podem pegar mais leve na hora de desenhar o perfil do candidato(a) que querem para suprir a vaga. Isto poderá avançar mais e extrapolar para checar se as descrições de cargos da empresa estão coerentes.

 

Se por um lado a empresa busca a “pessoa perfeita”, por outro os(as) candidatos(as) também buscam as “empresas perfeitas”.

 

Vou contar uma breve piada para exemplificar o que eu estou querendo dizer. Na sala de entrevista o(a) entrevistador vira para o(a) candidato(a) e pergunta:

 

“- Candidato(a), o que você vislumbra em termos de salário e benefícios da nossa empresa?”

 

“- Imagino um carro com 1 tanque cheio por mês, 1 salário no mês do meu aniversário, cesta básica no final do ano, salário de R$ 10 mil/mês, 4 salários de participação nos lucros e resultados da empresa, aluguel da minha casa pago pela empresa.”

 

“- Que bom! Pois nós iremos te dar 2 carros (uma para você e outro para seu assessor) com 2 tanques cheios por mês, 2 salários no mês do seu aniversário, 1 cesta básica por mês, salário de R$ 20 mil/mês, 6 salários de participação nos lucros e resultados da empresa e ainda compraremos a casa que desejar e daremos a você”.

 

“- Meu Deus! Você está brincando?”

 

“- É claro que estou brincando, mas foi você que começou!”

 

A ilusão da empresa perfeita também deve acabar! Quantas pessoas deixam de trabalhar em uma empresa boa de médio porte para ser mais um número em uma empresa de grande porte?

 

Gostaria de terminar este artigo fazendo um pedido a você leitor:

 

Se você trabalha no RH

 

Pense sobre o assunto, ajude a definir o perfil da pessoa que irá ocupar aquela vaga em aberto na empresa. Pare de buscar o Super Homem!

 

Se você está procurando emprego

 

Abra a cabeça e pare de procurar emprego somente em anúncios grandes de jornal. Veja também os anúncios menores, de empresas que não são conhecidas. Existem muitas empresas que não são conhecidas por você que são boas para trabalhar. E lembre-se que em empresas menores você tem a visão do todo, faz de tudo e tem acesso a todas as áreas. Lembre-se de separar o joio do trigo, vá nas pequenas idôneas, fuja das picaretas.

 

Comece hoje, veja aí na página ao lado aquele anúncio, que tal?

Boa Sorte!

 

(*) Dados sobre o Autor deste post Convidado:

Alexandre Luiz Gomes é formado em Administração pela PUC/MG, Pós-graduado em Gestão Empresarial pela FGV, Pós-graduando em Formação Holística de Base – Uma Abordagem Transdisciplinar pela UNIPAZ, Diretor da ABRH-MG – Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Minas Gerais, autor do livro Motivação & Criatividade no dia-a-dia, palestrante e autor de artigos já publicados em revista, sites e jornais. E-mail: sucessoefelicidade@uol.com.br. BLOG: http://sucessoefelicidade.blogspot.com

Agradeço ao Alexandre por pela sua participação especial como escritor convidado, e abro o convite a outras pessoas que tenham interesse em ter seu texto também publicado neste site, que o envie para contato@metaexecutiva.com.

Atenciosamente: Marcus Vinícius Lopes - MetaExecutiva.com

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This entry was posted on Thursday, January 31st, 2008 and is filed under desenvolvimento profissional. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

2 Responses to “Post convidado: Perdi o emprego porque não sabia voar!”

  1. Alexandre on January 31st, 2008 at 3:10 am

    Marcus Vinícius,

    Tudo bem?

    Eu é que te agradeço pela oportunidade!

    Grande abraço,

    Alexandre.

  2. MetaExecutiva » Veja como tomar as rédeas de um dia que parece perdido. on February 2nd, 2008 at 12:01 pm

    [...] Post convidado: Perdi o emprego porque não sabia voar! [...]

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É a melhor maneira de se fazer?

Qualquer atividade pode ser realizada de uma infinidade de maneiras, mas provavelmente a melhor será a mais simples. Se entender o propósito e o contexto em que se insere seu trabalho, o mapa da mina se desenhará de forma natural.

Qual o custo de oportunidade?

Custo de oportunidade é tudo aquilo que abrimos mão ao escolhermos um caminho a seguir. Qualquer responsabilidade assumida exige o comprometimento de uma parcela de tempo, estrutura e investimento, o que deve ser avaliado, especialmente em empresas menores, em que os recursos são mais restritos.

No final das contas, vale a pena?

Esta é a pergunta final, e que ajuda a investir equilibradamente os recursos certos nas atividades mais produtivas. É a pergunta a se fazer antes de abrir uma empresa, aceitar um projeto novo, ou até mesmo comprometer duas horas de toda uma equipe em uma reunião que poderia ser resolvida com uma troca de emails.

No final de cada dia, todos nós esperamos ter tomado as melhores decisões, e completado em plenitude nosso potencial de realização. Quem sabe estas perguntas não lhe ajudam também? Você teria outras a acrescentar à lista? Deixe nos comentários.

Baseado no texto Question your work


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