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Quem toma as decisões por você?

26 December 2007 2 Comments

A maioria das decisões que tomamos não são realmente nossas, mas o resultado da influência de outras pessoas sobre nossos pensamentos e sentimentos.

Preste atenção se, ao tomar uma decisão pessoal, você:

  • Pensa sobre o que outras pessoas vão pensar ou dizer;
  • Tem a moda como um critério fundamental;
  • Segue conselhos, mesmo discordando intimamente;
  • Coloca-se em uma posição que necessita frequentemente de aprovação do chefe, sócio ou parceiro;
  • Tem um medo exagerado do ridículo;
  • Concorda com a maioria por ser mais conveniente.

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E não se trata apenas das grandes decisões, mas das pequenas decisões do cotidiano, como a escolha de um tênis para corrida ou um corte de cabelo.

Se observar na rua, a maioria das mulheres usa tons de cabelo semelhante, assim como os homens usam cortes curtos. Nada de errado em seguir o padrão da sociedade, desde que seja sua escolha, quer em razão do seu estilo pessoal, ou em conseqüência de suas escolhas profissionais.

Nossa natureza social às vezes nos influencia mais que o necessário, e estamos tão habituados a seguir convenções ou considerar as opiniões de outras pessoas que se torna quase impossível avaliar o grau de autonomia de suas próprias decisões.

Antes de tudo, observe:

  • Se ao tomar uma decisão mais importante, faz para si mesmo uma lista de justificativas para reafirmar como você está agindo corretamente;
  • Se você se sente encurralado quando uma pessoa próxima questiona uma decisão pessoal sua;
  • E, principalmente, se você frequentemente se arrepende de suas próprias decisões.

Tomar a consciência sobre as forças que influenciam nossas decisões são o primeiro passo para agir de modo mais intencional e ‘pessoal’ em sua própria história. A maioria das influências são projeções de nosso próprio superego, e resultam de nosso desejo essencial de ser aceito e amado.

Este recurso psicológico, embora compreensível, tende a desgastar nossa capacidade de julgar e decidir com clareza, criando a figura constante do ‘eles’, um nível de autoridade acima do ’eu’, que deveria ser sempre soberano.
Baseado no texto Make your own choices, do Dumb Little Man.

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