Como sair da Zona de Conforto antes que as pantufas sufoquem

zona de confortoViver em total conforto, sem stress, pressão, medo ou ansiedade pode parecer um paraíso, mas no fim tanta segurança pode massacrar sua vida. Mas o que há de errado em permanecer confortável? Nada, se você não transformar sua vida em um SPA.

Zonas de conforto são ótimos cenários para relaxar e deixar o cérebro em ponto morto por algum tempo, mas uma permanência mais longa sufoca valores fundamentais para a realização pessoal, como criatividade, audácia, paixão, confiança e coragem.

O paradoxo é que quanto mais você avança sobre situações e áreas em que não se sente confortável, mais amplia sua própria zona de conforto. Enfrentar novas situações nos ajuda a desenvolver novas capacidades e nossa confiança na realização, multiplicando os cenários em que nos sentimos capazes e relaxados.

Entretanto, zonas de desconforto lhe obrigam a enfrentar vários temores:

  • Medo de errar
  • Medo de perder dinheiro
  • Medo de ser ridículo
  • Medo de demonstrar defeitos
  • Medo de falar seus sentimentos
  • Medo do desconhecido.

Não despreze também o poder da inércia. Estamos presos aos nossos hábitos, e qualquer movimento fora da nossa rotina requer esforço extra.

Felizmente, você também pode criar o hábito de desafiar sua rotina, sempre ligada a velhos pensamentos e velhos padrões. Considere fazer listas de pequenos desafios que o ajudariam a sair do ponto em que está agora:

  • Que novo hábito poderia desenvolver?
  • Que novos projetos poderia iniciar?
  • Que novas habilidades poderia aprender?
  • Quais seriam as direções mais desafiadoras para sua carreira?
  • Que coisas gostaria de fazer, mas fica nervoso só de pensar em tentar?

Que tal seguir alguns passos…?

Questione seu conforto.

Marque no calendário uma vez por mês para se questionar seriamente se sua vida não está tranqüila demais, se está estimulando sua criatividade o suficiente, criando novos desafios ou investindo em novos aprendizados.

 


 

Vá de encontro aos seus temores

Neste mesmo dia, faça uma lista de seus pequenos medos pessoais, como falar em público, iniciar coisas novas, errar, parecer ridículo, falar sobre seus sentimentos, perder um pouco de dinheiro, etc., Programe também uma maneira de vivenciar e desafiar esse medo, até que ele ‘entre’ na sua zona de conforto também.

Esquarteje seus bichos papões

Pequenos temores podem ser enfrentados de frente, mas nossos ‘grandes medos’, às vezes provenientes de situações traumáticas ou dificuldades de infância, exigem mais planejamento e coragem.

Se você tem um grande medo, analise-o da forma mais completa e honesta possível, e monte um programa para enfrentá-lo aos poucos, desafiando apenas um pequeno aspecto de cada vez.

Aceite e aprenda com seus erros

Fora da zona de conforto você vai errar. Muitas vezes.

Lembre-se de que somente fracassou desta vez porque arriscou algo novo, longe do conforto da sua velha poltrona psicológica. Incorpore os erros ao seu processo de aprendizado, questionando-se sobre o seu porquê e incorporando esse conhecimento em uma nova tentativa.

Assim, se errar de novo, errará diferente.

Flexibilidade e espontaneidade contra o desconhecido

Fora da sua Zona de conforto, você vai estar a maior parte do tempo enfrentando o desconhecido. São situações novas, onde o seu surrado arcabouço de habilidades já não funciona como antes.

É uma oportunidade para exercitar sua flexibilidade, criatividade e intuição, o que vai tornar suas decisões mais rápidas e eficazes. Logo você se acostuma e a mudança passa a fazer parte da sua rotina.

Busque apoio

Uma boa maneira de romper o primeiro círculo de conforto é procurar alguém para ajudá-lo no processo, quer seja um psicólogo, uma pessoa querida ou um colega de trabalho com interesses afins.

Um novo ponto de vista é fundamental para dar estabilidade às suas iniciativas, e no caso dos medos profundos (bichos papões), às vezes uma ajuda psicológica profissional pode orientar seu processo, e tornar a mudança mais rápida e completa.

E então, pronto para o primeiro passo neste mundo novo?

Baseado no artigo (em PDF) Thriving in the Disconfourt Zone, do site PassionCatalyst e no post the Danger of Being Dangeroulsy comfortable, do Map Maker.

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This entry was posted on Wednesday, December 12th, 2007 and is filed under carreira, desenvolvimento profissional. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

5 Responses to “Como sair da Zona de Conforto antes que as pantufas sufoquem”

  1. Bernardo Contopoulos on December 14th, 2007 at 12:47 pm

    Fantástico esse artigo. Se alinha à orientações que já li de grandes líderes e cada linha é uma grande sabedoria. Você vai errar ao sair da zona de conforto e isso você tem que aprender a lidar, mas nçao vai errar ao seguir à risca esse texto

    Abraços
    Bernardo

  2. admin on December 14th, 2007 at 3:35 pm

    Muito Obrigado Bernardo,

    Infelizmente, uma das forças mais influentes do mundo é a inércia, inclusive nas nossas vidas.

    haja força para romper esse círculo!

    grande abraço
    Marcus Vinícius.

  3. MetaExecutiva » Receitas para destruir sua noite on February 2nd, 2008 at 11:23 am

    [...] Como sair da Zona de Conforto [...]

  4. MetaExecutiva » Post convidado: Perdi o emprego porque não sabia voar! on February 2nd, 2008 at 2:12 pm

    [...] Como Sair da Zona de Conforto [...]

  5. MetaExecutiva » Como compensar a falta de experiência profissional on February 27th, 2008 at 3:57 am

    [...] Como sair da Zona de Conforto antes que as pantufas sufoquem [...]

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É a melhor maneira de se fazer?

Qualquer atividade pode ser realizada de uma infinidade de maneiras, mas provavelmente a melhor será a mais simples. Se entender o propósito e o contexto em que se insere seu trabalho, o mapa da mina se desenhará de forma natural.

Qual o custo de oportunidade?

Custo de oportunidade é tudo aquilo que abrimos mão ao escolhermos um caminho a seguir. Qualquer responsabilidade assumida exige o comprometimento de uma parcela de tempo, estrutura e investimento, o que deve ser avaliado, especialmente em empresas menores, em que os recursos são mais restritos.

No final das contas, vale a pena?

Esta é a pergunta final, e que ajuda a investir equilibradamente os recursos certos nas atividades mais produtivas. É a pergunta a se fazer antes de abrir uma empresa, aceitar um projeto novo, ou até mesmo comprometer duas horas de toda uma equipe em uma reunião que poderia ser resolvida com uma troca de emails.

No final de cada dia, todos nós esperamos ter tomado as melhores decisões, e completado em plenitude nosso potencial de realização. Quem sabe estas perguntas não lhe ajudam também? Você teria outras a acrescentar à lista? Deixe nos comentários.

Baseado no texto Question your work


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