Promova suas habilidades sociais: lições com 2.500 anos
As grandes lições se repetem continuamente, seja na história de um homem, seja na história da humanidade. São bons conselhos que cruzam os séculos, e se as sociedades e culturas mudaram, pessoas ainda são pessoas. Você provavelmente já ouviu a maioria deles quando era criança, mas será que realmente aprendeu?
Ouça
Esta é a lição mais óbvia e menos praticada, pois pessoas são centradas em si próprias, e mesmo numa discussão passam o tempo em que não estão falando pensando em sua próxima fala, quando deveriam simplesmente ouvir. Você provavelmente já fez isso milhares de vezes.

O paradoxo é que geralmente é muito mais proveitoso ouvir que falar. Ouvir o que o outro tem a dizer no lugar do seu repetitivo diálogo interno enriquece seu ponto de vista, e lhe abre novas possibilidades de argumentação, caso ainda esteja convencido da sua opinião após ouvir atentamente a outra pessoa.
Aprenda a se interessar pela outra pessoa
Aprender a ouvir significa aprender a se interessar pelo que se passa na mente de outras pessoas, e é surpreendente descobrir como o simples fato de se interessar é muito mais eficaz para construir relacionamentos que forçar o resto do mundo a se interessar por você. Pessoas são reativas.
Ouvir com interesse ajuda a descobrir pontos comuns de pensamento, corrigir impressões à primeira vista, e mapear habilidades úteis para o trabalho, ou problemas. Ao se tornar um ouvinte interessado, fará com que as pessoas se sintam bem na sua presença, pois a atenção é um prêmio que todos desejam.
Receba as críticas com reservas
Em resumo, ouça as críticas com atenção e interesse, mas seja criterioso ao aceitar e tomar decisões a respeito. A opinião de outras pessoas sobre nós mesmos e nosso trabalho é importante, mas na maioria das vezes, quando uma pessoa está criticando outra (especialmente se o tom da conversa for exaltado e emocional), está falando principalmente de si mesmo.
Pessoas estão sempre dentro de um contexto. Seu crítico pode estar em um dia ruim, com filho doente, sentindo-se insatisfeito, irrealizado ou sob pressão. Nesta situação, geralmente um colega utiliza outro para focalizar e verbalizar seus problemas.
Não convença os outros da sua grandeza
Esse conselho é bastante simples, mas geralmente estamos tão ocupados justificando a nós mesmos como somos nobres, generosos e importantes, que sem perceber ocupamos os ouvidos dos outros também.
O paradoxo é: quanto menos falamos sobre nossa grandeza, mais pessoas estarão convencidos sobre ela. Ouvir com interesse e pensar sobre necessidades dos outros produz muito mais resultados que palavras. Sua colega teve que ficar trabalhando na hora do almoço? Traga um chocolate. É o melhor argumento.
Seja recíproco e mantenha uma atitude positiva
Lembra aquele velho conselho de tratar os outros como gostaria de ser tratado? Pois bem, pessoas são reativas, e em ambientes de pressão como o corporativo, cheio de interações de todos os tipos, há um enorme espaço para palavras, gestos e atos ríspidos. Fique atento ao modo como se expressa e às palavras que usa. Ninguém espera que você vire um ursinho terno e carinhoso, mas atitudes mal-dosadas geralmente são recebidas como desrespeito ou desvalor.
Outro ponto importante é manter uma atitude positiva, especialmente se as circunstâncias são ruins. A lei de Murphy postula que ‘se todos estão desesperados e você mantém a calma, é porque ainda não entendeu a gravidade da situação’, mas manter a atitude positiva não significa pregar frases edificantes na parede enquanto o mundo cai ao seu redor. Significa fazer um diagnóstico racional dos problemas e focar-se nas soluções e oportunidades potenciais, ao invés de entregar-se ao desespero e ao pessimismo.
Use o Silêncio
Falamos demais, o tempo todo, com os outros, com o cachorro, com o computador, conosco mesmos. Cultivar o silêncio traz vários benefícios, como aprender a ouvir melhor, a utilizar melhor a palavra, a expressar nossas (boas) idéias de forma mais concentrada e objetiva.
Use mais que palavras para se comunicar
Outro fator importante do silêncio é que renova nossa sensibilidade para outras formas de expressão, além da verbal. Falando menos e melhor, reservamos atenção para nossa postura corporal, nosso tom de voz, a intensidade do nosso olhar, a real convicção e intenção que impomos ao nosso discurso.
Ao ouvir outras pessoas, as idéias são captadas pelas palavras, mas sua credibilidade vêm de todo o conjunto. Ao utilizar a totalidade da sua expressão corporal, suas palavras não vão sozinhas, mas carregadas de entusiasmo, sinceridade, honestidade, envolvimento e, às vezes, fé.
Sua atitude tem um impacto monumental sobre o resultado da sua linguagem corporal, não se trata apenas de um exercício de retórica, mas da expressão de suas idéias e sentimentos de forma integral. Palavras com alma.
Quem diria que isso tudo começaria com apenas ‘aprenda a ouvir’?
Baseado no texto How to Improve Your Social Skills: 8 Tips from the Last 2500 Years do positivityblog
Gostou? Leia também:









[...] Promova suas habilidades sociais: lições com 2.500 anos [...]
[...] pois junto com ela cresce sua segurança em interagir com outras pessoas, afiando suas habilidades sociais e aprofundando seu [...]
Leave your response!
Categorias
Salvar como Favorito (IE)
Melhores Artigos